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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

zines as quatro estações

a feitura desses zines tem me colocado em contato, em diálogo, com tanta coisa e gente boa que agradecer é o mínimo.
domingo, 17/11, no Sambazar foi lindo.
das quatro estações de zines, primavera foi o que vendeu mais; o que me leva a crer que as pessoas andam muy românticas. que bom.
levar poesia pra vida das pessoas é um caminho lento (e belo) que, espero, floresça cada vez mais.
a todos os envolvidos, presentes, amigos e novos amigos, incentivadores e inspirações, muchas gracias.
de corazón, concha e pétala.


facebook: mulheres à beira de um ataque de beijos

foto: anap loureiro

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Você pode ouvir os cavalos?

que vento
que venta
e entra
pela janela
passa pelos meus cabelos
presos no alto
a camiseta fina
arrepia o pescoço
poderia ser ficção
mas não
vento fresco
preciso levantar
fechar janela
ouço as árvores balançando
a natureza está viva
ouço
não sei se chuva ou vento
ainda não me levantei
escrevo
florence ao fundo
não compreendo nada
mas me diz algo
"eu te amo brasil"
em inglês
dog days are over
plateia vibra
procuro
sim, essa música
minha irmã um dia me mostrou o clipe
que sensação
eles cantam
canta o vento
cato minha alma
recolhida
elevo-a para dançar
chove
parece verão
esmalte descasca
conheci um lindo jardim hoje nessa rua
seu venceslau
a casa que fora de sua mãe
ele transformou num imenso secreto infinito
discreto
cria piranhas que brilham
seus olhos também, d'água
ao falar de sua esposa
que já morreu
em homenagem o nome num jardim
e uma placa com uma trova
para maria das graças
graça de lau atendida
ele a leu num encontro de trovadores
teresópolis
disfarço minhas lágrimas
não tenho direito
e seu jardim de peixes tão cotidianamente escondido de nossos olhos
afoitos
"caminhe mais devagar, aline"
sem pressa podemos comungar com o belo
voltarei para conhecer o terraço de preciosidades
vento leva meus sinais
fecho os olhos
imagino-o arrepiando-te também
para onde irei?
sozinha
te espero
em prece
chove fino pela janela
"mato-grosso é um peixe amoroso, estão sempre juntos"
"essas plantas fecham as mãos assim, de noite"
chove.