na cor-
reria
das tuas unhas feitas
de mulher
eu ria
e mirava aline
mirando
o impossível do horizonte
abria com a faca
a concha da lapa
e vertia pra língua
o sabor marinho
que escondia
e no cabo
mais frio da noite
refugiava as mulheres,
os homens,
no leito febril
de sonhos
eu via
aline voando
sem
distinção
ou medo
do que pode ser
ser feliz.
anna beatriz mattos
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segunda-feira, 18 de abril de 2016
um dia escreveram este poema para/sobre mim (isso é tão raro)
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domingo, 22 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Cena 3 - Carnaval
Cena:
Noite. Domingo de Carnaval. Chove. O guarda-chuva grande combina com a cor dos cabelos dela. Ainda que não seja a mesma - a cor, ela. Ninguém pára os táxis. Ninguém vende sakê. Caminha e encontra amigos coloridos e molhados de chuva. Peitos nus, unhas postiças. É a senhora dos absurdos? Fica encantada com a beleza do novo loiro. Parece estrela. Ninguém pára táxis. Ninguém vende sakê. O metrô sentido zona norte é uma babilônia. Gritos, multidão, ameaça de brigas. Álcool. Ela não tem uma gota nas veias. Uma mulher passa gritando: Não estou aguentando! Seu acompanhante a alerta que a saída é pro outro lado. Raquel (meu codinome beija-flor) desce as escadas aliviada de ver que o sentido para onde vai está calmo e tranquilo. (De tudo isso, qual é o sentido?) A mulher, que antes gritara, parece querer aliviar-se também e, sem cerimônias, agacha-se no topo da escada que dá acesso à plataforma, abaixa a calcinha e... mija. Guardas desconcertados se falam pelo rádio, mas nenhum é capaz de interromper o fluxo natural daquela mulher que já não aguentava mais. Ao final o guarda sobe, ela corre, entra no vagão e parte, espremida aos demais foliões que cantam. Do lado de cá chega também o metrô colorido do Rio. Rio.
Noite. Domingo de Carnaval. Chove. O guarda-chuva grande combina com a cor dos cabelos dela. Ainda que não seja a mesma - a cor, ela. Ninguém pára os táxis. Ninguém vende sakê. Caminha e encontra amigos coloridos e molhados de chuva. Peitos nus, unhas postiças. É a senhora dos absurdos? Fica encantada com a beleza do novo loiro. Parece estrela. Ninguém pára táxis. Ninguém vende sakê. O metrô sentido zona norte é uma babilônia. Gritos, multidão, ameaça de brigas. Álcool. Ela não tem uma gota nas veias. Uma mulher passa gritando: Não estou aguentando! Seu acompanhante a alerta que a saída é pro outro lado. Raquel (meu codinome beija-flor) desce as escadas aliviada de ver que o sentido para onde vai está calmo e tranquilo. (De tudo isso, qual é o sentido?) A mulher, que antes gritara, parece querer aliviar-se também e, sem cerimônias, agacha-se no topo da escada que dá acesso à plataforma, abaixa a calcinha e... mija. Guardas desconcertados se falam pelo rádio, mas nenhum é capaz de interromper o fluxo natural daquela mulher que já não aguentava mais. Ao final o guarda sobe, ela corre, entra no vagão e parte, espremida aos demais foliões que cantam. Do lado de cá chega também o metrô colorido do Rio. Rio.
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| raquel mirando |
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
zines as quatro estações
a feitura desses zines tem me colocado em contato, em diálogo, com tanta coisa e gente boa que agradecer é o mínimo.
domingo, 17/11, no Sambazar foi lindo.
das quatro estações de zines, primavera foi o que vendeu mais; o que me leva a crer que as pessoas andam muy românticas. que bom.
levar poesia pra vida das pessoas é um caminho lento (e belo) que, espero, floresça cada vez mais.
a todos os envolvidos, presentes, amigos e novos amigos, incentivadores e inspirações, muchas gracias.
de corazón, concha e pétala.
facebook: mulheres à beira de um ataque de beijos
foto: anap loureiro
domingo, 17/11, no Sambazar foi lindo.
das quatro estações de zines, primavera foi o que vendeu mais; o que me leva a crer que as pessoas andam muy românticas. que bom.
levar poesia pra vida das pessoas é um caminho lento (e belo) que, espero, floresça cada vez mais.
a todos os envolvidos, presentes, amigos e novos amigos, incentivadores e inspirações, muchas gracias.
de corazón, concha e pétala.
facebook: mulheres à beira de um ataque de beijos
foto: anap loureiro
sábado, 19 de julho de 2014
sobre (in)constâncias
Mas fica, meu amor
Quem sabe um dia
Por descuido ou poesia
Você goste de ficar
Quem sabe um dia
Por descuido ou poesia
Você goste de ficar
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| versos de chico buarque foto: buenos aires, 2013 |
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voltas
terça-feira, 24 de setembro de 2013
eu pelos olhos dela
na cor-
reria
das tuas unhas feitas
de mulher
eu ria
e mirava aline
mirando
o impossível do horizonte
abria com a faca
a concha da lapa
e vertia pra língua
o sabor marinho
que escondia
e no cabo
mais frio da noite
refugiava as mulheres,
os homens,
no leito febril
de sonhos
eu via
aline voando
sem
distinção
ou medo
do que pode ser
ser feliz.
anna beatriz mattos
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Você pode ouvir os cavalos?
que vento
que venta
e entra
pela janela
passa pelos meus cabelos
presos no alto
a camiseta fina
arrepia o pescoço
poderia ser ficção
mas não
vento fresco
preciso levantar
fechar janela
ouço as árvores balançando
a natureza está viva
ouço
não sei se chuva ou vento
ainda não me levantei
escrevo
florence ao fundo
não compreendo nada
mas me diz algo
"eu te amo brasil"
em inglês
dog days are over
plateia vibra
procuro
sim, essa música
minha irmã um dia me mostrou o clipe
que sensação
eles cantam
canta o vento
cato minha alma
recolhida
elevo-a para dançar
chove
parece verão
esmalte descasca
conheci um lindo jardim hoje nessa rua
seu venceslau
a casa que fora de sua mãe
ele transformou num imenso secreto infinito
discreto
cria piranhas que brilham
seus olhos também, d'água
ao falar de sua esposa
que já morreu
em homenagem o nome num jardim
e uma placa com uma trova
para maria das graças
graça de lau atendida
ele a leu num encontro de trovadores
teresópolis
disfarço minhas lágrimas
não tenho direito
e seu jardim de peixes tão cotidianamente escondido de nossos olhos
afoitos
"caminhe mais devagar, aline"
sem pressa podemos comungar com o belo
voltarei para conhecer o terraço de preciosidades
vento leva meus sinais
fecho os olhos
imagino-o arrepiando-te também
para onde irei?
sozinha
te espero
em prece
chove fino pela janela
"mato-grosso é um peixe amoroso, estão sempre juntos"
"essas plantas fecham as mãos assim, de noite"
chove.
que venta
e entra
pela janela
passa pelos meus cabelos
presos no alto
a camiseta fina
arrepia o pescoço
poderia ser ficção
mas não
vento fresco
preciso levantar
fechar janela
ouço as árvores balançando
a natureza está viva
ouço
não sei se chuva ou vento
ainda não me levantei
escrevo
florence ao fundo
não compreendo nada
mas me diz algo
"eu te amo brasil"
em inglês
dog days are over
plateia vibra
procuro
sim, essa música
minha irmã um dia me mostrou o clipe
que sensação
eles cantam
canta o vento
cato minha alma
recolhida
elevo-a para dançar
chove
parece verão
esmalte descasca
conheci um lindo jardim hoje nessa rua
seu venceslau
a casa que fora de sua mãe
ele transformou num imenso secreto infinito
discreto
cria piranhas que brilhamseus olhos também, d'água
ao falar de sua esposa
que já morreu
em homenagem o nome num jardim
e uma placa com uma trova
para maria das graças
graça de lau atendida
ele a leu num encontro de trovadores
teresópolis
disfarço minhas lágrimas
não tenho direito
e seu jardim de peixes tão cotidianamente escondido de nossos olhos
afoitos
"caminhe mais devagar, aline"
sem pressa podemos comungar com o belo
voltarei para conhecer o terraço de preciosidades
vento leva meus sinais
fecho os olhos
imagino-o arrepiando-te também
para onde irei?
sozinha
te espero
em prece
chove fino pela janela
"mato-grosso é um peixe amoroso, estão sempre juntos"
"essas plantas fecham as mãos assim, de noite"
chove.
sábado, 10 de agosto de 2013
Noite Carioca - Ana Cristina César
Diálogo de surdos, não: amistoso no frio.
Atravanco na contramão. Suspiros no
contrafluxo. Te apresento a mulher mais discreta
do mundo: essa que não tem nenhum segredo.
Atravanco na contramão. Suspiros no
contrafluxo. Te apresento a mulher mais discreta
do mundo: essa que não tem nenhum segredo.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
gente inspira
Além do bolinho de aipim quentinho com queixo esticando, caldo de cana maravilha e brócolis americano barato, ir à feira é bom para sentir cheiros, cores e texturas, ver pessoas e imaginar suas histórias.
Como a moça grávida e seu amigo (ela vai de bolinho de aipim, ele de pastel de carne); a família composta de pai, mãe, dois filhos (um se chama arthur) e dois cachorros [os laços afetivos são puro achismo]; a atendente jovem, bonita e gentil, de piercing no nariz e fã de rock, sempre dando chorinho; a menininha carregando flores de mãos dadas com o pai, estão indo pegar um táxi (a mãe espera em casa? terá mãe? moram sozinhos ou com quem?); 5 reais pra acabar!; a vendedora do quiosque de flores brincando com sua baby no colo; o senhor bem vestido, de bengala, que nada compra, apenas observa; lote de pokan 1,99; o cara que leva duas bananas na mão e passa satisfeito, sorrindo; o vendedor don juan simpático "um morango docinho pra moça bonita", as mãos sujas do trabalho, eu sempre aceito; dois garotos passam carregando skates "aqui na feira tá com cheiro de galinha podre"; a mulher de agasalho caprichou no arranjo de flores que leva na mão; a vendedora de brócolis comenta preocupada com o outro vendedor que "elas são macumbeiras, jogam coisas na gente, tem que ir na igreja, sério". Olho sorrindo para uma senhora com um carrinho de bebê e dentro... surpresa: são três cachorrinhos!
Gente inspira.
![]() |
| acordei tarde, friozinho e gatos (os animais) na cama. mas a feira ainda estava de pé e consegui meu brócolis por dois reais. |
terça-feira, 14 de maio de 2013
acho que achava
eu ia dizer inda agora que escrevi para uma moça que eu achava que me amava.
mas amor é uma palavra tão forte que troquei por "gostava muito".
agora que reli meu texto, acho que achava mesmo amor.
na distância-tempo acho que não.
mas no passado-presente achava que sim.
da moça e de mim.
(quando a gente sente tudo, é muito forte.)
mas amor é uma palavra tão forte que troquei por "gostava muito".
agora que reli meu texto, acho que achava mesmo amor.
na distância-tempo acho que não.
mas no passado-presente achava que sim.
da moça e de mim.
(quando a gente sente tudo, é muito forte.)
segunda-feira, 13 de maio de 2013
parAnas
conheço muitas anas atualmente
umas annas também
umas terezas
outras beatrizes
umas paulas
outras marias
umas princesas
umas annas também
umas terezas
outras beatrizes
umas paulas
outras marias
umas princesas
outras rainhas
mariannas e carolinas.
para elas, a lindeza desta canção, ô ana:
http://letras.mus.br/mallu-magalhaes/1971767/
mariannas e carolinas.
para elas, a lindeza desta canção, ô ana:
http://letras.mus.br/mallu-magalhaes/1971767/
sexta-feira, 22 de março de 2013
tu y ter
pois que a vida pedia pressa, mas a menina só andava em círculos, em círculos, em círculos, em...
Em protesto contra a situação na Aldeia Maracanã, Caetano canta " Um índio"! O @circo_voador vai abaixo!
Retwitteado por Aline Miranda
pra não usar o próprio nome,pensar em outro. já usado. vão achar que. vai dizer que usei. vai pensar que é pra ela. pois que pede: marília.
Aline Miranda
Sociedade dos poetas mortos, na tv agora. sempre bom rever. ainda mais para desmemoriadas como eu.
o bom de não ter boa memória é esquecer o enredo do filme e cair em prantos como se fosse a primeira vez. :_)
"a revolta de stonewall" doc sobre batida policial em bar gay q gerou o maior movimento de direitos homossexuais. GNT now (surrealidades..)
letuce @letuceletuce21 mar
"a panfletagem nos anos 60 era como a internet hoje"
já foi minha capa no facebook https://www.facebook.com/photo.php?fbid=486915711321912&set=a.352622691417882.107424.100000104630406&type=1&theater …
http://oglobo.globo.com/mundo/o-movimento-gay-no-mundo-em-fotos-5329645 … fotos do movimento gay pelo mundo, incluindo 1969
quarta-feira, 20 de março de 2013
quinta-feira, 7 de março de 2013
ladeira, 4 da manhã
o ônibus fazia muito barulho ao descer a rua de santa
eu tapava os ouvidos
mas ele parecia tremelicar todo em mim.
eu tapava os ouvidos
mas ele parecia tremelicar todo em mim.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Um trecho e depois uma breve história:
"DORMIR
a minha história:
Primeira parte:
fazendo hora na rodoviária hoje, fiquei folheando livros da clarice, agrupando-os juntos (estava tudo solto, pecado, pensei), e avistei "a descoberta do mundo". são crônicas dela para o jornal do brasil entre 1967 e 1973. escolhi uma pelo nome, "Xico Buark me visita". pois, o Chico a visitou a convite dela. li, cheirei a página. li mais um sobre os filhos e, tic-tac, relógio. pelo tamanho do livro, 478 páginas, uau (pra mim), imaginei salgado o preço. a maquininha,fez "pru" e revelou: quase 60 pilas. desisti. ontem mesmo comprei três dela: de entrevista e mais dois para presente.
Segunda parte:
chegando a cabo frio fui encontrar a família na feira do livro que está rolando na praça porto rocha. "olha aline, aqui tem muitos da clarice". sim, e um único exemplar da "descoberta" por... 25 reais!!! não sabia que tão cedo teria esse livro em mãos. a gente sente quando precisa ler um livro, né? compartilhei esse texto do dormir porque era o menor de todos que já marquei. sobre madrugadas de insônia também. sugiro "enquanto vocês dormem" e "insônia feliz e infeliz". além disso, estou lendo seus (dela) encontros, cronologicamente, com o chico buarque, que ela diz admirar pela candura. diz ela também ser assim apesar de não parecer. e uma admiradora de ambos disse vê-los como seres de candura. clarice disse que, pois, a menina "é mil vezes mais cândida que nós".
"DORMIR
O inspetor Maigret tem uma frase assim: "pour agacer le plaisir de dormir", para aguçar o prazer de dormir. Pois inventei uma coisa muito boa nesse sentido: quando enfim deitada, depois de um dia difícil, penso: e se agora eu tivesse que ir a Bonsucesso para comprar um remédio? Aí estremeço de prazer de estar na cama. Ou penso: e se a campainha tocasse e fosse uma dessas visitas gordas em palavras, e me obrigasse a me vestir toda e a ouvir, a ouvir? Então, diante disso, a cama fica preciosa, eu me encolho toda e agucei - como traduzir agacer - o prazer de ter uma cama."
p 133, A descoberta do mundo, Clarice.
Primeira parte:
fazendo hora na rodoviária hoje, fiquei folheando livros da clarice, agrupando-os juntos (estava tudo solto, pecado, pensei), e avistei "a descoberta do mundo". são crônicas dela para o jornal do brasil entre 1967 e 1973. escolhi uma pelo nome, "Xico Buark me visita". pois, o Chico a visitou a convite dela. li, cheirei a página. li mais um sobre os filhos e, tic-tac, relógio. pelo tamanho do livro, 478 páginas, uau (pra mim), imaginei salgado o preço. a maquininha,fez "pru" e revelou: quase 60 pilas. desisti. ontem mesmo comprei três dela: de entrevista e mais dois para presente.
Segunda parte:
chegando a cabo frio fui encontrar a família na feira do livro que está rolando na praça porto rocha. "olha aline, aqui tem muitos da clarice". sim, e um único exemplar da "descoberta" por... 25 reais!!! não sabia que tão cedo teria esse livro em mãos. a gente sente quando precisa ler um livro, né? compartilhei esse texto do dormir porque era o menor de todos que já marquei. sobre madrugadas de insônia também. sugiro "enquanto vocês dormem" e "insônia feliz e infeliz". além disso, estou lendo seus (dela) encontros, cronologicamente, com o chico buarque, que ela diz admirar pela candura. diz ela também ser assim apesar de não parecer. e uma admiradora de ambos disse vê-los como seres de candura. clarice disse que, pois, a menina "é mil vezes mais cândida que nós".
link da minha foto com clara e clarices
identifico-me, deleito-me, encho o peito e sugiro leitura em muitas doses para enchê-los de candura a todos.
bons sonhos.
em peixes.
identifico-me, deleito-me, encho o peito e sugiro leitura em muitas doses para enchê-los de candura a todos.
bons sonhos.
em peixes.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
chove em santa. amém.
vista da janela:
a chuva fina
iluminada pela luz amarela do poste
entre árvores
e a buzina do moço do carrinho de doces.
agora sinto o cheiro dela.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
coruja
passava 12 horas do dia
amolecida
do calor intenso.
para na madrugada
ser invadida
pelo frescor
de palavras
e ideias.
amolecida
do calor intenso.
para na madrugada
ser invadida
pelo frescor
de palavras
e ideias.
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