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terça-feira, 24 de setembro de 2013
lembranças: casa verde
Ainda posso ouvir o barulho que essa escada fazia.
Os passos leves da Andressa, a descida rápida do André para ir comprar cigarros e coca(cola), as pessoas que subiam para visitas - e do quarto víamos com alegria a cabecinha apontando no alto da escada ("quem será?"), ou víamos com curiosidade quando a visita se dirigia sorrateiramente para o quarto em frente.
Quando todos, num verão desses piores do lugar mais quente (Niterói) desceram pro menor quarto por ser o único com ar condicionado.
As garrafas vazias de vinho no móvel ao pé da escada com rolinhos de poemas e recados dentro.
O nosso Natal dos Amigos com ceia e amigo-oculto.
Todos os momentos.
Todos os moradores mais queridos e especiais.
(pois também Carolina, Rod, Natália, Gyssele)
Todos os agregados (como eu, Livia, Nicolas, Ana Lucia, Ana Beatriz, Daya, Erê, etc etc etc)
Foi uma linda temporada da série "Mulheres à beira de um ataque de beijos".rs
Lembranças e saudades,
Eu.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Você pode ouvir os cavalos?
que vento
que venta
e entra
pela janela
passa pelos meus cabelos
presos no alto
a camiseta fina
arrepia o pescoço
poderia ser ficção
mas não
vento fresco
preciso levantar
fechar janela
ouço as árvores balançando
a natureza está viva
ouço
não sei se chuva ou vento
ainda não me levantei
escrevo
florence ao fundo
não compreendo nada
mas me diz algo
"eu te amo brasil"
em inglês
dog days are over
plateia vibra
procuro
sim, essa música
minha irmã um dia me mostrou o clipe
que sensação
eles cantam
canta o vento
cato minha alma
recolhida
elevo-a para dançar
chove
parece verão
esmalte descasca
conheci um lindo jardim hoje nessa rua
seu venceslau
a casa que fora de sua mãe
ele transformou num imenso secreto infinito
discreto
cria piranhas que brilham
seus olhos também, d'água
ao falar de sua esposa
que já morreu
em homenagem o nome num jardim
e uma placa com uma trova
para maria das graças
graça de lau atendida
ele a leu num encontro de trovadores
teresópolis
disfarço minhas lágrimas
não tenho direito
e seu jardim de peixes tão cotidianamente escondido de nossos olhos
afoitos
"caminhe mais devagar, aline"
sem pressa podemos comungar com o belo
voltarei para conhecer o terraço de preciosidades
vento leva meus sinais
fecho os olhos
imagino-o arrepiando-te também
para onde irei?
sozinha
te espero
em prece
chove fino pela janela
"mato-grosso é um peixe amoroso, estão sempre juntos"
"essas plantas fecham as mãos assim, de noite"
chove.
que venta
e entra
pela janela
passa pelos meus cabelos
presos no alto
a camiseta fina
arrepia o pescoço
poderia ser ficção
mas não
vento fresco
preciso levantar
fechar janela
ouço as árvores balançando
a natureza está viva
ouço
não sei se chuva ou vento
ainda não me levantei
escrevo
florence ao fundo
não compreendo nada
mas me diz algo
"eu te amo brasil"
em inglês
dog days are over
plateia vibra
procuro
sim, essa música
minha irmã um dia me mostrou o clipe
que sensação
eles cantam
canta o vento
cato minha alma
recolhida
elevo-a para dançar
chove
parece verão
esmalte descasca
conheci um lindo jardim hoje nessa rua
seu venceslau
a casa que fora de sua mãe
ele transformou num imenso secreto infinito
discreto
cria piranhas que brilhamseus olhos também, d'água
ao falar de sua esposa
que já morreu
em homenagem o nome num jardim
e uma placa com uma trova
para maria das graças
graça de lau atendida
ele a leu num encontro de trovadores
teresópolis
disfarço minhas lágrimas
não tenho direito
e seu jardim de peixes tão cotidianamente escondido de nossos olhos
afoitos
"caminhe mais devagar, aline"
sem pressa podemos comungar com o belo
voltarei para conhecer o terraço de preciosidades
vento leva meus sinais
fecho os olhos
imagino-o arrepiando-te também
para onde irei?
sozinha
te espero
em prece
chove fino pela janela
"mato-grosso é um peixe amoroso, estão sempre juntos"
"essas plantas fecham as mãos assim, de noite"
chove.
domingo, 19 de maio de 2013
gente inspira
Além do bolinho de aipim quentinho com queixo esticando, caldo de cana maravilha e brócolis americano barato, ir à feira é bom para sentir cheiros, cores e texturas, ver pessoas e imaginar suas histórias.
Como a moça grávida e seu amigo (ela vai de bolinho de aipim, ele de pastel de carne); a família composta de pai, mãe, dois filhos (um se chama arthur) e dois cachorros [os laços afetivos são puro achismo]; a atendente jovem, bonita e gentil, de piercing no nariz e fã de rock, sempre dando chorinho; a menininha carregando flores de mãos dadas com o pai, estão indo pegar um táxi (a mãe espera em casa? terá mãe? moram sozinhos ou com quem?); 5 reais pra acabar!; a vendedora do quiosque de flores brincando com sua baby no colo; o senhor bem vestido, de bengala, que nada compra, apenas observa; lote de pokan 1,99; o cara que leva duas bananas na mão e passa satisfeito, sorrindo; o vendedor don juan simpático "um morango docinho pra moça bonita", as mãos sujas do trabalho, eu sempre aceito; dois garotos passam carregando skates "aqui na feira tá com cheiro de galinha podre"; a mulher de agasalho caprichou no arranjo de flores que leva na mão; a vendedora de brócolis comenta preocupada com o outro vendedor que "elas são macumbeiras, jogam coisas na gente, tem que ir na igreja, sério". Olho sorrindo para uma senhora com um carrinho de bebê e dentro... surpresa: são três cachorrinhos!
Gente inspira.
![]() |
| acordei tarde, friozinho e gatos (os animais) na cama. mas a feira ainda estava de pé e consegui meu brócolis por dois reais. |
quinta-feira, 7 de março de 2013
ladeira, 4 da manhã
o ônibus fazia muito barulho ao descer a rua de santa
eu tapava os ouvidos
mas ele parecia tremelicar todo em mim.
eu tapava os ouvidos
mas ele parecia tremelicar todo em mim.
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