na cor-
reria
das tuas unhas feitas
de mulher
eu ria
e mirava aline
mirando
o impossível do horizonte
abria com a faca
a concha da lapa
e vertia pra língua
o sabor marinho
que escondia
e no cabo
mais frio da noite
refugiava as mulheres,
os homens,
no leito febril
de sonhos
eu via
aline voando
sem
distinção
ou medo
do que pode ser
ser feliz.
anna beatriz mattos
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segunda-feira, 18 de abril de 2016
um dia escreveram este poema para/sobre mim (isso é tão raro)
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
sobre a língua portuguesa
"Sou muito fã de Renato Russo, por mais cafona que isso possa parecer. Para mim ele é antes de tudo. Ainda mais porque ele era um compositor da língua portuguesa. Posso amar Beatles, posso amar P. J. Harvey, mas a língua portuguesa é muito forte para mim. Eu sempre vou chorar em português, sempre vou gozar em português..."
Letícia Noaves, poeta-compositora e cantora, para Banda Desenhada
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