na cor-
reria
das tuas unhas feitas
de mulher
eu ria
e mirava aline
mirando
o impossível do horizonte
abria com a faca
a concha da lapa
e vertia pra língua
o sabor marinho
que escondia
e no cabo
mais frio da noite
refugiava as mulheres,
os homens,
no leito febril
de sonhos
eu via
aline voando
sem
distinção
ou medo
do que pode ser
ser feliz.
anna beatriz mattos
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segunda-feira, 18 de abril de 2016
um dia escreveram este poema para/sobre mim (isso é tão raro)
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segunda-feira, 13 de maio de 2013
parAnas
conheço muitas anas atualmente
umas annas também
umas terezas
outras beatrizes
umas paulas
outras marias
umas princesas
umas annas também
umas terezas
outras beatrizes
umas paulas
outras marias
umas princesas
outras rainhas
mariannas e carolinas.
para elas, a lindeza desta canção, ô ana:
http://letras.mus.br/mallu-magalhaes/1971767/
mariannas e carolinas.
para elas, a lindeza desta canção, ô ana:
http://letras.mus.br/mallu-magalhaes/1971767/
sábado, 20 de abril de 2013
tia zê onírica
Essa semana tive um sonho lindo.
Um pouco estranho, porém bonito, de acordar com sorriso.
Eu me impressiono muito com sonhos, acho doido, procuro conexões, passo no mínimo um dia inteiro pensando nele.
Acho difícil contar sonho fazendo explicações no meio, fica difícil esclarecer o que é "ficção" ou não. Ou melhor, o que aconteceu na vida e o que aconteceu nesse mágico universo paralelo onde tudo é possível, presente e passado se encontram, mortos e vivos, conhecidos e desconhecidos.
Conto então o sonho e as referências "reais" entre parênteses:
Eu estava na Avenida Assumpção em Cabo Frio (nessa rua moravam, vizinhos, meus avós e minha tia-avó. todos vivem agora em outro plano astral onde infelizmente não podemos nos encontrar. ainda. nunca. não sei. viva os sonhos, pois.) Meus pais estavam pedalando por ali (precisamos fazer isso juntos) e, enquanto os esperava resolvi entrar na casa que havia sido de Tia Zê (irmã de meu avô que tinha beleza no nome: Zelinda), casa que havia sido vendida, me lembrava. Mas para minha surpresa, tudo estava lá. Funcionava uma produtora, ou algo do tipo, mas a estrutura toda havia sido conservada, a casa no alto, o chão de tábua corrida, o pé direito alto, quintal. E enquanto caminhava passando a mão nos desenhos das paredes, revendo estátuas e lugares onde brincava, eu lembrava da infância. De repente, apareceu Tia Zê, a própria. E eu ficava confusa, pois sabia que ela já tinha morrido, mas ela estava lá, visitando sua ex-casa, mas, já com a memória ruim, não se lembrava de mim. Conversamos um pouco, mas eu não disse quem eu era para não frustá-la com sua não-lembrança. Ao final do sonho o agora dono do local apareceu, falou um pouco sobre a estrutura da casa antiga, que ele gostava, e levei Tia Zê para fora, enquanto esperávamos meu pai, que havia entrado também e tardava a sair pois estava catando alguns objetos antigos que encontrara por lá.
Acordei cheia de saudades mas feliz por tê-la encontrado de alguma forma.
Tia Zê, muito bonita, a melhor doceira, com a melhor "fatia lulu" que comi, que mesmo depois de velhinha fazia hidroginástica na Praia do Forte e surpreendia a todos com seus saltos (aumentei?), elegante em seu maiô. Pequenininha, se parecia muito com meu avô. Depois foi morar numa casinha de madeira (de onde tenho mais lembranças que da casa imponente da avenida) que eu e minha irmã chamávamos de casa de boneca, onde ela mostrava fotos antigas, onde havia um pote com umas balas dessas artesanais, com desenhos. Tia-avó que eu chamava de tia e achava isso engraçado, engraçado de curioso, e tinha "linda" no nome, achava estranho, hoje acho incrível. Irmã do único avô que conheci e muito parecida com ele fisicamente, o paterno Alair, que casou com Maria Aline, de quem herdei o nome e as ancas, talvez. Alair e Zelinda de doces olhos azuis. Outros irmãos também herdaram a cor. Quando criança eu pensava "e eu não, que grande azar".
Amo sonhos.
Um pouco estranho, porém bonito, de acordar com sorriso.
Eu me impressiono muito com sonhos, acho doido, procuro conexões, passo no mínimo um dia inteiro pensando nele.
Acho difícil contar sonho fazendo explicações no meio, fica difícil esclarecer o que é "ficção" ou não. Ou melhor, o que aconteceu na vida e o que aconteceu nesse mágico universo paralelo onde tudo é possível, presente e passado se encontram, mortos e vivos, conhecidos e desconhecidos.
Conto então o sonho e as referências "reais" entre parênteses:
Eu estava na Avenida Assumpção em Cabo Frio (nessa rua moravam, vizinhos, meus avós e minha tia-avó. todos vivem agora em outro plano astral onde infelizmente não podemos nos encontrar. ainda. nunca. não sei. viva os sonhos, pois.) Meus pais estavam pedalando por ali (precisamos fazer isso juntos) e, enquanto os esperava resolvi entrar na casa que havia sido de Tia Zê (irmã de meu avô que tinha beleza no nome: Zelinda), casa que havia sido vendida, me lembrava. Mas para minha surpresa, tudo estava lá. Funcionava uma produtora, ou algo do tipo, mas a estrutura toda havia sido conservada, a casa no alto, o chão de tábua corrida, o pé direito alto, quintal. E enquanto caminhava passando a mão nos desenhos das paredes, revendo estátuas e lugares onde brincava, eu lembrava da infância. De repente, apareceu Tia Zê, a própria. E eu ficava confusa, pois sabia que ela já tinha morrido, mas ela estava lá, visitando sua ex-casa, mas, já com a memória ruim, não se lembrava de mim. Conversamos um pouco, mas eu não disse quem eu era para não frustá-la com sua não-lembrança. Ao final do sonho o agora dono do local apareceu, falou um pouco sobre a estrutura da casa antiga, que ele gostava, e levei Tia Zê para fora, enquanto esperávamos meu pai, que havia entrado também e tardava a sair pois estava catando alguns objetos antigos que encontrara por lá.
Acordei cheia de saudades mas feliz por tê-la encontrado de alguma forma.Tia Zê, muito bonita, a melhor doceira, com a melhor "fatia lulu" que comi, que mesmo depois de velhinha fazia hidroginástica na Praia do Forte e surpreendia a todos com seus saltos (aumentei?), elegante em seu maiô. Pequenininha, se parecia muito com meu avô. Depois foi morar numa casinha de madeira (de onde tenho mais lembranças que da casa imponente da avenida) que eu e minha irmã chamávamos de casa de boneca, onde ela mostrava fotos antigas, onde havia um pote com umas balas dessas artesanais, com desenhos. Tia-avó que eu chamava de tia e achava isso engraçado, engraçado de curioso, e tinha "linda" no nome, achava estranho, hoje acho incrível. Irmã do único avô que conheci e muito parecida com ele fisicamente, o paterno Alair, que casou com Maria Aline, de quem herdei o nome e as ancas, talvez. Alair e Zelinda de doces olhos azuis. Outros irmãos também herdaram a cor. Quando criança eu pensava "e eu não, que grande azar".
Amo sonhos.
![]() |
| a gente sempre acha que poderia ter aproveitado mais |
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
sonhos vespertinos são sempre esquisitos e os mais difíceis de sair
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| bel ao ver a foto disse: tinha acabado de acordar,né? pois. |
Eu estava em Cabo Frio. Tomava uma cerveja com Jonas num bar, ele fumava. Tinham dois garotos de vibe estranha me olhando, meio que paquerando. Não gostei dos olhares. Chamei Jonas para irmos embora, ele continuou lá. Eu fiz cena e fui andando. Ele demorou para vir atrás. Eu corri ao dobrar a esquina. Aí, vi que ele me procurava e tentei ligar. Mas a TIM dizia: "para fazer essa chamada você deve digitar...". Eu tentava ligar enquanto entrava numa loja para me esconder de pessoas com fantasias de terror e bate-bola. Aí percebi que era halloween. Achei estranho pela época do ano. Eu e um menininho estávamos com medo. Sai da loja e peguei a primeira van que vi, já estava perto de casa, no Canal. Ainda tentava ligar pro Jonas quando vi que já passava de casa, atravessávamos já a estrada do Peró. Gritei "Paaaara moço, passei do ponto, vou descer aqui!". Ele xingou qualquer coisa e fez uma curva brusca para voltar. Eu gritei "bem feito!", e a van rumou para a água, mas ele conseguiu que, deslizando pela superfície, voltassemos para a pista. Durante esse rápido susto eu lembrei que haviam duas criancinhas gêmeas no banco da frente e gritei. Um passageiro me repudiou: "viu o seu 'bem feito'??!!!" Eu, assustada, só respondi: "Imagina, jamais desejei isso!". Desci. Andava rápido para casa. Estavam arrumando a encenação da Paixão de Cristo. Achei estranho tantas festividades juntas. Apareceu um garoto de uns 11 anos brincando com cara de malvadinho, com uma espada de pirata (de brinquedo) pra cima de mim. Fui logo falando "Eu te conheço,né...", então ele lembrou (dum mercado,acho) e ficou com uma cara mais amigável, mas foi seguindo-me até o portão de casa. Abri com medo de ter acontecido algo pois todos viajavam e faziam dois dias que eu tava fora. Vi a janela aberta. "Pai...?". Sim, era ele. Respirei aliviada enquanto o menino botava a cabeça no portão para olhar o interior da casa. Depois eu sorri, disse qualquer coisa e ele foi embora. A casa não era a de hoje em dia, era a casa antiga, sem garagem, de um só andar, com a janela dando para o corredor da travessia. Era a casa da infância.
domingo, 17 de junho de 2012
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