engraçado
a virginianidade
e sua mania de
julgar
organizar
catalogar
contradizendo
a aquarianidade lunar
e sua vontade de
misturar
embolar
libertar
fotos dentro de caixas
corpos em camas
roupas na máquina de lavar
terça-feira, 24 de março de 2015
domingo, 22 de março de 2015
Machismo X Feminismo - uma objetiva explicação
sério. acho que é a terceira vez na semana (sim, é!) que me deparo com críticas ao feminismo como se ele fosse o mesmo que machismo.
exemplo 1: mulheres dizendo "aqui não vamos tolerar machismo NEM feminismo".
exemplo 2: rapaz me diz: "não gosto de feministas".
exemplo 3: https://www.facebook.com/ChicoBuarqueCatolico/photos/a.487707201363615.1073741828.487699091364426/603520029782331/?type=1&theater . #ChamaOChico!
Dicionário:
Machismo: Atitude ou comportamento de quem NÃO admite a IGUALDADE de direitos para o homem e a mulher.
Feminismo: Movimento iniciado na Europa com o intuito de conquistar a EQUIPARAÇÃO dos direitos políticos e sociais de AMBOS OS SEXOS.
exemplo 1: mulheres dizendo "aqui não vamos tolerar machismo NEM feminismo".
exemplo 2: rapaz me diz: "não gosto de feministas".
exemplo 3: https://www.facebook.com/ChicoBuarqueCatolico/photos/a.487707201363615.1073741828.487699091364426/603520029782331/?type=1&theater . #ChamaOChico!
Dicionário:
Machismo: Atitude ou comportamento de quem NÃO admite a IGUALDADE de direitos para o homem e a mulher.
Feminismo: Movimento iniciado na Europa com o intuito de conquistar a EQUIPARAÇÃO dos direitos políticos e sociais de AMBOS OS SEXOS.
o eu no outro
descobri que sou dramática.
foi assim: saí falando alguma graça exagerada, fui buscar sorvete e ouvi a ex-namorada dizer para o atual namorado, sobre mim: virginiana dramaática. riu.
em casa comentei e a irmã foi certeira: só agora você descobriu?
eu: não. sei que exagero nas coisas que sofro. meu racional sempre me diz isso mas...
a irmã: você achava que era normal exagerar assim?
descobri então que sempre fui dramática.
sempre senti demasiadamente as coisas, as pessoas, a existência, os sentidos, sobre-vivência.
sinto demais.
sinto muito.
fim.
foi assim: saí falando alguma graça exagerada, fui buscar sorvete e ouvi a ex-namorada dizer para o atual namorado, sobre mim: virginiana dramaática. riu.
em casa comentei e a irmã foi certeira: só agora você descobriu?
eu: não. sei que exagero nas coisas que sofro. meu racional sempre me diz isso mas...
a irmã: você achava que era normal exagerar assim?
descobri então que sempre fui dramática.
sempre senti demasiadamente as coisas, as pessoas, a existência, os sentidos, sobre-vivência.
sinto demais.
sinto muito.
fim.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
pauso a leitura para olhar a paisagem.
cidade nova
da janela pareço ver um filme.
estou de frente para a janela.
a estação parece demorar a chegar para que eu possa escrever. tenho medo de esquecer
são cristóvão
já esqueci tudo.
à minha frente o homem que tenta dormir esbarra sem querer em minha perna. percebendo o constrangimento, finjo não perceber.
ninguém cede lugar para leitores e escritores.
não sou acostumada mesmo a regalias.
o maquinista não coopera e a todo instante preciso parar a escrita.
mas sou boa em equilíbrio e firmo forte os pés no chão melado.
não adianta chorar pelo milk shake derramado.
tristeza de alguém, sorte minha, ali me finco e ninguém se aperta por volta de mim.
conjunto habitacional.
a serra
as torres
a janela
queria saber a localização e nome de todas
maria da graça
xuxa aqui não moraria.
sentado há um casal jovem. ele dorme no ombro dela que escuta música e fala com amigas pelo whatsapp.
ao meu lado um homem foge de um grande urso, saltando pontes. uma mão segura-se, outra joga. seu avatar caminha sobre precipícios, usa jeans e um boné azul.
no meio do jogo bia lhe manda uma mensagem: não briga comigo não.
acho que estou próxima ao meu destino mas o letreiro está longe do meu míope alcance. dependo da sexy voz invisível.
toca uma música alegre.
todos parecem tristes.
metrô colorido.
os paulistas não nos levam a sério.
cidade nova
da janela pareço ver um filme.
estou de frente para a janela.
a estação parece demorar a chegar para que eu possa escrever. tenho medo de esquecer
são cristóvão
já esqueci tudo.
à minha frente o homem que tenta dormir esbarra sem querer em minha perna. percebendo o constrangimento, finjo não perceber.
ninguém cede lugar para leitores e escritores.
não sou acostumada mesmo a regalias.
o maquinista não coopera e a todo instante preciso parar a escrita.
mas sou boa em equilíbrio e firmo forte os pés no chão melado.
não adianta chorar pelo milk shake derramado.
tristeza de alguém, sorte minha, ali me finco e ninguém se aperta por volta de mim.
conjunto habitacional.
a serra
as torres
a janela
queria saber a localização e nome de todas
maria da graça
xuxa aqui não moraria.
sentado há um casal jovem. ele dorme no ombro dela que escuta música e fala com amigas pelo whatsapp.
ao meu lado um homem foge de um grande urso, saltando pontes. uma mão segura-se, outra joga. seu avatar caminha sobre precipícios, usa jeans e um boné azul.
no meio do jogo bia lhe manda uma mensagem: não briga comigo não.
acho que estou próxima ao meu destino mas o letreiro está longe do meu míope alcance. dependo da sexy voz invisível.
toca uma música alegre.
todos parecem tristes.
metrô colorido.
os paulistas não nos levam a sério.
[dezembro-14]
![]() |
| autorretratos |
domingo, 22 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Cena 3 - Carnaval
Cena:
Noite. Domingo de Carnaval. Chove. O guarda-chuva grande combina com a cor dos cabelos dela. Ainda que não seja a mesma - a cor, ela. Ninguém pára os táxis. Ninguém vende sakê. Caminha e encontra amigos coloridos e molhados de chuva. Peitos nus, unhas postiças. É a senhora dos absurdos? Fica encantada com a beleza do novo loiro. Parece estrela. Ninguém pára táxis. Ninguém vende sakê. O metrô sentido zona norte é uma babilônia. Gritos, multidão, ameaça de brigas. Álcool. Ela não tem uma gota nas veias. Uma mulher passa gritando: Não estou aguentando! Seu acompanhante a alerta que a saída é pro outro lado. Raquel (meu codinome beija-flor) desce as escadas aliviada de ver que o sentido para onde vai está calmo e tranquilo. (De tudo isso, qual é o sentido?) A mulher, que antes gritara, parece querer aliviar-se também e, sem cerimônias, agacha-se no topo da escada que dá acesso à plataforma, abaixa a calcinha e... mija. Guardas desconcertados se falam pelo rádio, mas nenhum é capaz de interromper o fluxo natural daquela mulher que já não aguentava mais. Ao final o guarda sobe, ela corre, entra no vagão e parte, espremida aos demais foliões que cantam. Do lado de cá chega também o metrô colorido do Rio. Rio.
Noite. Domingo de Carnaval. Chove. O guarda-chuva grande combina com a cor dos cabelos dela. Ainda que não seja a mesma - a cor, ela. Ninguém pára os táxis. Ninguém vende sakê. Caminha e encontra amigos coloridos e molhados de chuva. Peitos nus, unhas postiças. É a senhora dos absurdos? Fica encantada com a beleza do novo loiro. Parece estrela. Ninguém pára táxis. Ninguém vende sakê. O metrô sentido zona norte é uma babilônia. Gritos, multidão, ameaça de brigas. Álcool. Ela não tem uma gota nas veias. Uma mulher passa gritando: Não estou aguentando! Seu acompanhante a alerta que a saída é pro outro lado. Raquel (meu codinome beija-flor) desce as escadas aliviada de ver que o sentido para onde vai está calmo e tranquilo. (De tudo isso, qual é o sentido?) A mulher, que antes gritara, parece querer aliviar-se também e, sem cerimônias, agacha-se no topo da escada que dá acesso à plataforma, abaixa a calcinha e... mija. Guardas desconcertados se falam pelo rádio, mas nenhum é capaz de interromper o fluxo natural daquela mulher que já não aguentava mais. Ao final o guarda sobe, ela corre, entra no vagão e parte, espremida aos demais foliões que cantam. Do lado de cá chega também o metrô colorido do Rio. Rio.
![]() |
| raquel mirando |
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
cena 2
cena 2: acabei de dar aula, entro em uma loja para comprar biscoito. visto mochila, vestido, trança. o dono/atendente olha e comenta sobre "volta às aulas". eu rio. ele pergunta se já estou na faculdade então. digo:" já terminei o mestrado, sou velha, moço". "mas com essa carinha de 22 ?!", ele sorri. pergunta que curso. letras. acho que ele curte, me dá uma caixinha de chicletes de brinde e me deseja sucesso: "esse mundo precisa de mais educação de qualidade mesmo".
o letreiro intitula-se "a loja mais doce de botafogo".
e é.
o letreiro intitula-se "a loja mais doce de botafogo".
e é.
Assinar:
Comentários (Atom)



