Eu, que sempre fui fã de tanta gente, e sempre gostei de dizer "ei, você, adoro o que você diz (escreve/canta/fotografa/pinta...), mesmo com vergonha, mesmo se algum amigo debochasse. Sempre achei legal dizer para alguém que algo que ele fez foi bonito e me tocou.
Eu, que sou fã de tanta gente e continuo dizendo.
Acho importante.
Eu, que já fui fã que virou amiga, amante.
Eu, que sou fã dos meus amigos.
Pois agora tem gente que também gosta do que escrevo e me diz.
Que bom. A gente não tá sozinho.
Que bom. As palavras, as imagens, chegam, tocam.
Troca.
Viva a internet.
Viva a coragem do dizer.
Seguirei dizendo.
eis. corações: "Não nos conhecemos e te "descobri" através do Instagram. Confesso que desde ontem, ando tentando ver todas as suas publicações por lá, pois há um mundo de coisas interessantes! Copio o que acho bonito, anoto os livros e os trechos que você menciona para procurar depois e ler também e desta forma vou tentando me enriquecer da sua fonte de coisas bonitas e simples por lá. Você tem uma vida muito bonita de ser vivida. Adorei também o seu blog (se assim posso o chamar) e passei a te seguir por aqui também! Parabéns pela leitura, por dividir isso conosco e pela sua forma de viver! Pois nota-se que você faz isso com muito prazer. Muitos Parabéns!"
Oi XXX, Tudo bem? Não respondi antes por não saber mesmo o que dizer. Que posso dizer? Obrigada por suas palavras, pela sua atenção com o que eu escrevo. É sempre bom saber que não falo para paredes surdas. E acho que toda vida é bonita de ser vivida, né? basta saber olhar. Nem tudo é bonito na minha vida não, mas internet é isso, esse filtro, esse "o que quero mostrar de mim"... Minha dissertação de mestrado, não por acaso, é sobre escrita na internet ;) Sim, dividir o que me toca é sempre um prazer! Boa vida pra você!
Teve essa pessoa linda, menos íntima do que eu gostaria, que... :
- só pra vc saber que tens uma fã...
- jura? dos escritos? nunca sei. gracias <3
- dos dois <3
- que dois? - de vc e dos seus escritos"
(confesso que, feliz, corei)
E teve:
"Aline, querida, precisava te dizer: como é bom te ler no facebook! Suas palavras tem uma força linda! Boa sorte na sua dissertação. Vou começar a minha este ano. Lá na UFRJ, em ensino/aprendizagem de Espanhol LE. Um beijo grande!"
<3
Outra resposta que me deixou feliz foi de pessoas de fora do meu mestrado que pediram para ler minha dissertação. Até comentei isso no dia da minha defesa. De que adianta, pois, escrever e ser engavetada? Não, não. Quero ser lida. Claro. Tanto afinco, tanta dedicação. Disse Clarice amiga espiritual:
Sofro se isso acontecer, que alguém leia meus livros apenas no método do vira-depressa-a-página dinâmico. Escrevi-os com amor, atenção, dor e pesquisa e queria de volta como mínimo uma atenção completa. Uma atenção e um interesse como o seu, Tom. E no entanto o cômico é que eu não tenho mais paciência de ler ficção.
ps: ah, sim, e teve essa entrevista que li, sem saber, que alguém que admiro admira-me também: pedro fonseca. muito admira? pára, pedro, pedro, para, esse pedro é uma parada <3 http://www.ideafixa.com/ana-entrevista-pedro-fonseca/
Ainda posso ouvir o barulho que essa escada fazia.
Os passos leves da Andressa, a descida rápida do André para ir comprar cigarros e coca(cola), as pessoas que subiam para visitas - e do quarto víamos com alegria a cabecinha apontando no alto da escada ("quem será?"), ou víamos com curiosidade quando a visita se dirigia sorrateiramente para o quarto em frente. Quando todos, num verão desses piores do lugar mais quente (Niterói) desceram pro menor quarto por ser o único com ar condicionado. As garrafas vazias de vinho no móvel ao pé da escada com rolinhos de poemas e recados dentro. O nosso Natal dos Amigos com ceia e amigo-oculto. Todos os momentos. Todos os moradores mais queridos e especiais. (pois também Carolina, Rod, Natália, Gyssele) Todos os agregados (como eu, Livia, Nicolas, Ana Lucia, Ana Beatriz, Daya, Erê, etc etc etc) Foi uma linda temporada da série "Mulheres à beira de um ataque de beijos".rs Lembranças e saudades, Eu.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
hoje é aniversário da anna bella da minha anna bella.
Um dos blogs que "analiso"* na minha dissertação é o da dona moça letícia maria (o maria é carinhoso e por minha conta), na verdade Letícia Novaes.
Conheci Letícia primeiro na música e logo depois na escrita, e tempo depois, na vida.
Para mim é sempre um prazer lê-la e ouvir suas ideias e blablablás.
Dona capricorniana tem um jeito de escrever muito bonito, sincero, um abraço.
Sempre achei esse nome bonito, Letícia significa alegria, que ela traduz tão bem e enche olhos e bocas d'água.
Quando penso nela, imagino amarelo, sol, sorriso, verão, violão.
Letícia escreve memórias para o futuro dos sobrinhos; recorda memórias passadas (meus textos preferidos e que tantas vezes me fazem chorar e amar a criança que foi/é, caminham por aqui); coloca seu olhar sobre o presente e as miudezas e grandezas dessa vida; além de compor canções que embalam sonhos, cores e nuvens.
Aguardo seu livro.
letícia ama escrever:https://www.youtube.com/watch?v=W3zsxfuRNNI
(foi justamente rever esse vídeo que me impulsionou escrever esse post. mas não consegui colocar a miniatura. vale a pena o click. uma vez fui mostrar o cd do letuce para uma amiga e disse: "a letícia é uma pessoa muito.. muito.. única. bom, a letícia é isso:" e mostrei o vídeo. somos todas da mesma tribo.)
"Eu amo escrever. Se a música não tivesse me capturado eu realmente teria sido escritora. Eu cheguei a fazer faculdade de Letras, mas não era muito bem o que eu esperava, eu esperava um clima Sociedade dos Poetas Mortos, pessoas nuas no corredor declamando poesia e foi um clima muito acadêmico, pentelho e chato. Aí eu pensei, eu amo Letras mas não é bem o clima da faculdade." (letícia) "Tudo o que é bizarro, bizolo, eu capto a minha atenção para esse lugar e me envolvo com isso e me inspiro." (letícia) "O que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão." (clarice)
letícia ama ler:
*analiso? estudo? cito? nunca sei que palavra usar. ainda não sei.
ps: eu também, letícia, imaginava faculdade de letras de outro jeito...fuén
pps: algumas postagens de certa forma entrarão na dissertação, tudo aqui nesse blog é experimentação. é o off-escrita acadêmica, é o in, on.
eu ia dizer inda agora que escrevi para uma moça que eu achava que me amava. mas amor é uma palavra tão forte que troquei por "gostava muito". agora que reli meu texto, acho que achava mesmo amor. na distância-tempo acho que não. mas no passado-presente achava que sim.
engraçado as voltas que o mundo dá. mesmo sendo clichê essa frase, é tão verdadeira de sentir. pessoas, situações, abraços, sentimentos, lugares, quando se pisca, vai, o olho abre e volta. que estranho e por vezes que bom. a pena é o mundo girar via ampulheta que não nos pertence.