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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Crítica Afetiva ao meu zine - por Luiz querido Coelho (ou Louiz Conejo)



Crítica AFETIVA

ao meu “pequeno guia da saudade antecipada”

por Luiz Coelho



Tava aqui mexendo em uns livros antigos e encontrei dentro de um o "Pequeno guia da saudade"

com um post-it colado.

"Para Louiz con cariño Ailen"



Foi tipo uma imersão numa piscina de doçura.

reli, gostei mais.



é como vc escreve, né?

mas é piscina de navalha, tb.

tem uma visceralidade, né?

uma "meiga seriedade"



tem uma coisa de fala interrompida, rompida pela presença de corpos

corpos que falam, que são manuseados, que entram, saem, brilham, perfumam etc.



não é interpretação, foi como a leitura me afetou.

kiss on the shoulder

no meu inglês bem joel santana

eu não vejo mta dor não.

não vejo.

mesmo

eu vejo algo como uma espécie de afetação com a vida.

uma certa infância.

ombro

little kiss on the shoulder



eu, honestamente, te produziria.

como produtor musical.

tipo the voice

lulu santos



lendo os poemas aqui

eu faria sugestões.



quero ler e ter liberdade para anotar.

dar pitaco

sem ser truculento



nenhum vc já me mostrou. vc me dá a obra pronta.

como fez com o outro zine

e os poemas da coletânea que fizemos.



to preparando um novo livro

numa fase mais interessado por poesia

e dei com o teu livro.

esbarrão.

teu zine



livreto

terça-feira, 24 de setembro de 2013

lembranças: casa verde



Ainda posso ouvir o barulho que essa escada fazia.

Os passos leves da Andressa, a descida rápida do André para ir comprar cigarros e coca(cola), as pessoas que subiam para visitas - e do quarto víamos com alegria a cabecinha apontando no alto da escada ("quem será?"), ou víamos com curiosidade quando a visita se dirigia sorrateiramente para o quarto em frente.
Quando todos, num verão desses piores do lugar mais quente (Niterói) desceram pro menor quarto por ser o único com ar condicionado.
As garrafas vazias de vinho no móvel ao pé da escada com rolinhos de poemas e recados dentro.
O nosso Natal dos Amigos com ceia e amigo-oculto.
Todos os momentos.
Todos os moradores mais queridos e especiais.
(pois também Carolina, Rod, Natália, Gyssele)
Todos os agregados (como eu, Livia, Nicolas, Ana Lucia, Ana Beatriz, Daya, Erê, etc etc etc)
Foi uma linda temporada da série "Mulheres à beira de um ataque de beijos".rs
Lembranças e saudades,
Eu.


terça-feira, 14 de maio de 2013

acho que achava

eu ia dizer inda agora que escrevi para uma moça que eu achava que me amava.
mas amor é uma palavra tão forte que troquei por "gostava muito".
agora que reli meu texto, acho que achava mesmo amor.
na distância-tempo acho que não.
mas no passado-presente achava que sim.

da moça e de mim.

(quando a gente sente tudo, é muito forte.)

sábado, 20 de abril de 2013

tia zê onírica

Essa semana tive um sonho lindo.
Um pouco estranho, porém bonito, de acordar com sorriso.
Eu me impressiono muito com sonhos, acho doido, procuro conexões, passo no mínimo um dia inteiro pensando nele.
Acho difícil contar sonho fazendo explicações no meio, fica difícil esclarecer o que é "ficção" ou não. Ou melhor, o que aconteceu na vida e o que aconteceu nesse mágico universo paralelo onde tudo é possível, presente e passado se encontram, mortos e vivos, conhecidos e desconhecidos.
Conto então o sonho e as referências "reais" entre parênteses:
Eu estava na Avenida Assumpção em Cabo Frio (nessa rua moravam, vizinhos, meus avós e minha tia-avó. todos vivem agora em outro plano astral onde infelizmente não podemos nos encontrar. ainda. nunca. não sei. viva os sonhos, pois.) Meus pais estavam pedalando por ali (precisamos fazer isso juntos) e, enquanto os esperava resolvi entrar na casa que havia sido de Tia Zê (irmã de meu avô que tinha beleza no nome: Zelinda), casa que havia sido vendida, me lembrava. Mas para minha surpresa, tudo estava lá. Funcionava uma produtora, ou algo do tipo, mas a estrutura toda havia sido conservada, a casa no alto, o chão de tábua corrida, o pé direito alto, quintal. E enquanto caminhava passando a mão nos desenhos das paredes, revendo estátuas e lugares onde brincava, eu lembrava da infância. De repente, apareceu Tia Zê, a própria. E eu ficava confusa, pois sabia que ela já tinha morrido, mas ela estava lá, visitando sua ex-casa, mas, já com a memória ruim, não se lembrava de mim. Conversamos um pouco, mas eu não disse quem eu era para não frustá-la com sua não-lembrança. Ao final do sonho o agora dono do local apareceu, falou um pouco sobre a estrutura da casa antiga, que ele gostava, e levei Tia Zê para fora, enquanto esperávamos meu pai, que havia entrado também e tardava a sair pois estava catando alguns objetos antigos que encontrara por lá.
Acordei cheia de saudades mas feliz por tê-la encontrado de alguma forma.
Tia Zê, muito bonita, a melhor doceira, com a melhor "fatia lulu" que comi, que mesmo depois de velhinha fazia hidroginástica na Praia do Forte e surpreendia a todos com seus saltos (aumentei?), elegante em seu maiô. Pequenininha, se parecia muito com meu avô. Depois foi morar numa casinha de madeira (de onde tenho mais lembranças que da casa imponente da avenida) que eu e minha irmã chamávamos de casa de boneca, onde ela mostrava fotos antigas, onde havia um pote com umas balas dessas artesanais, com desenhos. Tia-avó que eu chamava de tia e achava isso engraçado, engraçado de curioso, e tinha "linda" no nome, achava estranho, hoje acho incrível. Irmã do único avô que conheci e muito parecida com ele fisicamente, o paterno Alair, que casou com Maria Aline, de quem herdei o nome e as ancas, talvez. Alair e Zelinda de doces olhos azuis. Outros irmãos também herdaram a cor. Quando criança eu pensava "e eu não, que grande azar".
Amo sonhos.

a gente sempre acha que poderia ter aproveitado mais