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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Crítica Afetiva ao meu zine - por Luiz querido Coelho (ou Louiz Conejo)



Crítica AFETIVA

ao meu “pequeno guia da saudade antecipada”

por Luiz Coelho



Tava aqui mexendo em uns livros antigos e encontrei dentro de um o "Pequeno guia da saudade"

com um post-it colado.

"Para Louiz con cariño Ailen"



Foi tipo uma imersão numa piscina de doçura.

reli, gostei mais.



é como vc escreve, né?

mas é piscina de navalha, tb.

tem uma visceralidade, né?

uma "meiga seriedade"



tem uma coisa de fala interrompida, rompida pela presença de corpos

corpos que falam, que são manuseados, que entram, saem, brilham, perfumam etc.



não é interpretação, foi como a leitura me afetou.

kiss on the shoulder

no meu inglês bem joel santana

eu não vejo mta dor não.

não vejo.

mesmo

eu vejo algo como uma espécie de afetação com a vida.

uma certa infância.

ombro

little kiss on the shoulder



eu, honestamente, te produziria.

como produtor musical.

tipo the voice

lulu santos



lendo os poemas aqui

eu faria sugestões.



quero ler e ter liberdade para anotar.

dar pitaco

sem ser truculento



nenhum vc já me mostrou. vc me dá a obra pronta.

como fez com o outro zine

e os poemas da coletânea que fizemos.



to preparando um novo livro

numa fase mais interessado por poesia

e dei com o teu livro.

esbarrão.

teu zine



livreto

segunda-feira, 5 de maio de 2014

então isso é ter um fã?

Eu, que sempre fui fã de tanta gente, e sempre gostei de dizer "ei, você, adoro o que você diz (escreve/canta/fotografa/pinta...), mesmo com vergonha, mesmo se algum amigo debochasse. Sempre achei legal dizer para alguém que algo que ele fez foi bonito e me tocou.
Eu, que sou fã de tanta gente e continuo dizendo.
Acho importante.
Eu, que já fui fã que virou amiga, amante.
Eu, que sou fã dos meus amigos.
Pois agora tem gente que também gosta do que escrevo e me diz.
Que bom. A gente não tá sozinho.
Que bom. As palavras, as imagens, chegam, tocam.
Troca.
Viva a internet.
Viva a coragem do dizer.
Seguirei dizendo.


eis. corações:

"Não nos conhecemos e te "descobri" através do Instagram. Confesso que desde ontem, ando tentando ver todas as suas publicações por lá, pois há um mundo de coisas interessantes! Copio o que acho bonito, anoto os livros e os trechos que você menciona para procurar depois e ler também e desta forma vou tentando me enriquecer da sua fonte de coisas bonitas e simples por lá.
Você tem uma vida muito bonita de ser vivida.
Adorei também o seu blog (se assim posso o chamar) e passei a te seguir por aqui também!
Parabéns pela leitura, por dividir isso conosco e pela sua forma de viver! Pois nota-se que você faz isso com muito prazer.
Muitos Parabéns!"


Oi XXX,
Tudo bem?
Não respondi antes por não saber mesmo o que dizer.
Que posso dizer?
Obrigada por suas palavras, pela sua atenção com o que eu escrevo.
É sempre bom saber que não falo para paredes surdas.
E acho que toda vida é bonita de ser vivida, né? basta saber olhar. Nem tudo é bonito na minha vida não, mas internet é isso, esse filtro, esse "o que quero mostrar de mim"... Minha dissertação de mestrado, não por acaso, é sobre escrita na internet ;)
Sim, dividir o que me toca é sempre um prazer!
Boa vida pra você!


Teve essa pessoa linda, menos íntima do que eu gostaria, que... :
- só pra vc saber que tens uma fã...
- jura? dos escritos? nunca sei. gracias  <3
- dos dois <3
- que dois?
- de vc e dos seus escritos"

(confesso que, feliz, corei)

E teve:
"Aline, querida, precisava te dizer: como é bom te ler no facebook! Suas palavras tem uma força linda! Boa sorte na sua dissertação. Vou começar a minha este ano. Lá na UFRJ, em ensino/aprendizagem de Espanhol LE. Um beijo grande!"

<3

Outra resposta que me deixou feliz foi de pessoas de fora do meu mestrado que pediram para ler minha dissertação. Até comentei isso no dia da minha defesa. De que adianta, pois, escrever e ser engavetada? Não, não. Quero ser lida. Claro. Tanto afinco, tanta dedicação. Disse Clarice amiga espiritual: 

Sofro se isso acontecer, que alguém leia meus livros apenas no método do vira-depressa-a-página dinâmico. Escrevi-os com amor, atenção, dor e pesquisa e queria de volta como mínimo uma atenção completa. Uma atenção e um interesse como o seu, Tom. E no entanto o cômico é que eu não tenho mais paciência de ler ficção.

o jobim, acima é o tom. em entrevista aqui: 
http://www.jobim.com.br/entrevistas/lispector/lispector.html

ps: ah, sim, e teve essa entrevista que li, sem saber, que alguém que admiro admira-me também: pedro fonseca. muito admira? pára, pedro, pedro, para, esse pedro é uma parada <3 http://www.ideafixa.com/ana-entrevista-pedro-fonseca/ 

terça-feira, 16 de julho de 2013

lê, tícia.

Um dos blogs que "analiso"* na minha dissertação é o da dona moça letícia maria (o maria é carinhoso e por minha conta), na verdade Letícia Novaes.
Conheci Letícia primeiro na música e logo depois na escrita, e tempo depois, na vida.
Para mim é sempre um prazer lê-la e ouvir suas ideias e blablablás.
Dona capricorniana tem um jeito de escrever muito bonito, sincero, um abraço.
Sempre achei esse nome bonito, Letícia significa alegria, que ela traduz tão bem e enche olhos e bocas d'água.
Quando penso nela, imagino amarelo, sol, sorriso, verão, violão.
Letícia escreve memórias para o futuro dos sobrinhos; recorda memórias passadas (meus textos preferidos e que tantas vezes me fazem chorar e amar a criança que foi/é, caminham por aqui); coloca seu olhar sobre o presente e as miudezas e grandezas dessa vida; além de compor canções que embalam sonhos, cores e nuvens.
Aguardo seu livro.


letícia ama escrever: https://www.youtube.com/watch?v=W3zsxfuRNNI
(foi justamente rever esse vídeo que me impulsionou escrever esse post. mas não consegui colocar a miniatura. vale a pena o click. uma vez fui mostrar o cd do letuce para uma amiga e disse: "a letícia é uma pessoa muito.. muito.. única. bom, a letícia é isso:" e mostrei o vídeo. somos todas da mesma tribo.)

"Eu amo escrever. Se a música não tivesse me capturado eu realmente teria sido escritora. Eu cheguei a fazer faculdade de Letras, mas não era muito bem o que eu esperava, eu esperava um clima Sociedade dos Poetas Mortos, pessoas nuas no corredor declamando poesia e foi um clima muito acadêmico, pentelho e chato. Aí eu pensei, eu amo Letras mas não é bem o clima da faculdade." (letícia)


"Tudo o que é bizarro, bizolo, eu capto a minha atenção para esse lugar e me envolvo com isso e  me inspiro." (letícia)

"O que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto de um modo carinhoso do inacabado, do malfeito, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão." (clarice)


letícia ama ler: 




*analiso? estudo? cito? nunca sei que palavra usar. ainda não sei.

ps: eu também, letícia, imaginava faculdade de letras de outro jeito...fuén
pps: algumas postagens de certa forma entrarão na dissertação, tudo aqui nesse blog é experimentação. é o off-escrita acadêmica, é o in, on.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Professora, vale texto criativo?

   Que vontade louca de escrever.. mas não o trabalho do mestrado... Mestre em quê? Quero antes ser mestre da vida! Mas sem filosofar... sem marthamedeirizar.. como uma amiga alertou. Pro bem? 
   Hoje estou interrogativa. Talvez seja a TPM, talvez seja alívio de piriri que passou. Tabu? Hora, Xuxa mesmo já dizia "todo mundo tem piriri, catapora, cuidado isso pode pegar. (olha o perigo!) O doutor já veeem, tá dodói nenéeeem, coisa que toda criança teeem..." e segue a loira seduzindo a garotada, no alto de suas botas, pernas longas e minissaia.. Xuxa, Xuxa, assim você me mata... Terá sido ela minha primeira paixão? Conheço tanta gente que gosta de um armário... benzadeus! Da família à televisão. Seria a presidenta sapatão? Sei que a frase é forte e atrevida. Mas não podia deixar de escrevê-la por pudor. A escrita deve ser livre. Ou não. Se o café afastou a preguiça e me dispus a ser tocada pelo genius (sim, estou debochando) porque me auto-censurar? Deixe-mos isso aos generais. Ou vocês acham que esse texto é contemporâneo? Se enganou meu bem, pode vir quente que o leite está fervendo.
   Prometo amarrar todos os assuntos a seguir.
   É que estou escrevendo um "ensaio acadêmico", perdoem-me, e isso é novo para mim. Tive aula sobre o tal, mas bem ensaística, digamos. Gosto de liberdade mas também gosto de tabelas. Queria encontrar assim: um ensaio ensaístico deve conter... Olhei algumas coisas na internet, biblioteca nossa de cada dia (ps: escrever sobre pesquisas escolares da infância), e saí anotando tudo numa folha (duas) para ter guardado "pra vidam". Poderia escrever aqui para vocês, vai que salvo alguém como fui salva, mas no momento estou ocupadíssima com esses tais ensaios. E preciso vir aqui para extravasar a montanha de informações e pensamentos não-acadêmicos que invadem minha cabeça durante a escrita.
   Agora vou amarrar tudo bonitinho com laço de fita rosa de cetim:
   1- Fiquei com medo de ficar com a escrita boba depois que uma amiga puxou minha orelha quando escrevi:
"A força. Ela sempre morou em nós. É preciso despertá-la. A fera está adormecida pelas lágrimas de ninar. Mas num repente inesperado ela se faz valente, rompe as costelas, e a energia que emana a tudo toca. Sabendo guiar essa energia estaremos prontos para tudo."
(é tão ruim assim?)
   2- Acho sim que um bom e sincero diário deve dizer que a escritora sofreu de dor-de-barriga durante 48h e que em um despertar da madrugada ficou com medo de morrer disso, imaginando até a frase que ouviria do além: "pois é, era só uma dor-de-barriga, não demos importância...".
(ps: terminar de ler A louca da casa, de Rosa Montero, (só eu entendi essa associação))
   3- Sim, hoje vejo que a Rainha dos baixinh@s usava da voz mole para seduzir-nos todos. Vide o vídeo que vou tentar colocar aqui para vocês. Não sei se isso é mal ou mau mas acho que hoje não seria visto com bons olhos. Ou sim. Viva Caê.
   4- Meu sonho era ver no site do ego: "Presidenta apresenta a nova primeira-dama" ou na capa da Caras: "Primeiras fotos de Duda, filho de Xuxa e Ivete." Não seria demais?
   5- Não, não sou Aline Miranda, não escrevo em 2012. Autoficção ou autobiografia? Como dizia Clarice: "Experimento viver sem passado, sem presente e sem futuro, eis-me aqui livre."
   6- Para o diabo a nova ortografia de vocês! (não vocês, caros leitores, se é que os tenho. diário não tem comentários, eu sei. mas é que as vezes me sinto tão sozinha. (função apelativa, aprendi direitinho))

   E respondendo à pergunta do título, não, não vale SÓ texto criativo. Tem que ter alguma teoria também. Ok, deixemos a arte para depois. Afinal o mais importante é repetir o que já foi dito, não é mesmo?

(drogaocaféesfriou)