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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Crítica Afetiva ao meu zine - por Luiz querido Coelho (ou Louiz Conejo)



Crítica AFETIVA

ao meu “pequeno guia da saudade antecipada”

por Luiz Coelho



Tava aqui mexendo em uns livros antigos e encontrei dentro de um o "Pequeno guia da saudade"

com um post-it colado.

"Para Louiz con cariño Ailen"



Foi tipo uma imersão numa piscina de doçura.

reli, gostei mais.



é como vc escreve, né?

mas é piscina de navalha, tb.

tem uma visceralidade, né?

uma "meiga seriedade"



tem uma coisa de fala interrompida, rompida pela presença de corpos

corpos que falam, que são manuseados, que entram, saem, brilham, perfumam etc.



não é interpretação, foi como a leitura me afetou.

kiss on the shoulder

no meu inglês bem joel santana

eu não vejo mta dor não.

não vejo.

mesmo

eu vejo algo como uma espécie de afetação com a vida.

uma certa infância.

ombro

little kiss on the shoulder



eu, honestamente, te produziria.

como produtor musical.

tipo the voice

lulu santos



lendo os poemas aqui

eu faria sugestões.



quero ler e ter liberdade para anotar.

dar pitaco

sem ser truculento



nenhum vc já me mostrou. vc me dá a obra pronta.

como fez com o outro zine

e os poemas da coletânea que fizemos.



to preparando um novo livro

numa fase mais interessado por poesia

e dei com o teu livro.

esbarrão.

teu zine



livreto

sábado, 19 de julho de 2014

terça-feira, 10 de junho de 2014

diário do meu pequeno jardim

5 de janeiro de 2014
cheguei dos três meses na argentina de madrugada, cansada, dormi.

amanheço e encho o peito para abrir a porta da varanda e rever minhas meninas. mas tudo é seca. úmidos e mudos meus olhos, choro. no facebook minha mãe, sabendo que estou mal ainda do estômago possivelmente pelas águas estrangeiras ingeridas me diz : "vamos cuidar a partir de agora. molhe-as duas vezes por dia. e você, beba muita água!". É tempo de rega. (as cores atrás de mim são flores artificiais trazidas por mamãe, vamos ver se atraem a cor logo. e a linda novidade é que temos essa pequena árvore que foi da vizinha que se mudou.) brotar, curar, florescer. 


{hoje, o jardim, modesto, mas há flor, então chamo de jardim, está bonito, apesar da praga que sempre dá em algumas plantas (é um bichinho branco feito piolho mínimo, vai pela raiz, só percebo quando no alto já tá murchando e perdendo folhas), e tiro, e dá, e tiro... um ciclo. ridículo. não entendo de plantas. só sei molhar, elogiar, aparar, cuidar. mas de praga não entendo. nem de praga de planta nem de praga de gente. nem nunca entendi.

outono e as amarelas me saltando aos olhos
ao acordar, amarelas como minha saia de
papel crepom quando fui essa cor no arco-íris
da xuxa, na festa da escola, cinco anos, em
brasília
(o que uma flor pode trazer de lembrança!)
meu xodó, minha menina dos olhos

 
numa manhã de abril pós chuva